VIDA DE SAUDADE
Faz tempo que te perdi.
Faz tanto, tanto tempo,
Tanto tempo que não vejo o tempo passar,
O tempo paralisou nas mornas lembranças tuas,
Os sonhos congelaram na saudade daquele tempo.
As horas não passam,
Os dias não mudam de lugar,
Os meses estão paralisados no calendário,
Parei saudoso naquele tempo em que éramos nós.
Tua ausência me faz inativo,
Para o tempo, sossegam os sonhos,
Amortiza a esperança arrependida precocemente,
E a vida fica assim inerte, esperando você voltar prá mim.
Param as horas,
Param os dias, os meses,
O tempo retrocede nas lembranças,
Fazendo do meu tempo uma vida de saudade.
Até você voltar.
ass:vande.A.R
domingo, 9 de junho de 2013
SEM MASCARAS
Quando tuas roupas caem ao chão,
Teu olhar se acende e o riso me convida,
A tarde nos permite e a cama nos acolhe,
O desejo toma forma e se transforma em delírio.
Quando apalpo teu corpo nu e ávido,
Quando a sinto tremer em êxtase e lascívia,
E a tomo e a tenho e amo e a faço minha,
Adentrando teu corpo feito raio em explosão,
Não reconheço teu jeito pudico singelo de antes.
Quando passeias desinibida pelo quarto,
Exibindo curvas, trejeitos, gestos e abuso,
E vibras com meu olhar de fascínio lânguido,
Nem lembro da mulher comedida e pura,
Agora travestida de pecados e sevicio.
E quanto o desejo cessar, saciado e já manso,
As roupas voltarem a cobrir teu corpo e teu vício,
Dares um último olhar, um riso e um aceno,
Bateres a porta às tuas costas e tomares a rua,
Vestirás a máscara e não serás mais minha.
E quando te encontrar caminhando na calçada,
E nem um olhar cúmplice e furtivo me lançares,
Reconhecerei nessa mulher cândida, quase anjo,
A fêmea desnuda de roupas e máscaras,
Que delira em cada toque sob meu corpo em febre.
ass:vande.A.R
Quando tuas roupas caem ao chão,
Teu olhar se acende e o riso me convida,
A tarde nos permite e a cama nos acolhe,
O desejo toma forma e se transforma em delírio.
Quando apalpo teu corpo nu e ávido,
Quando a sinto tremer em êxtase e lascívia,
E a tomo e a tenho e amo e a faço minha,
Adentrando teu corpo feito raio em explosão,
Não reconheço teu jeito pudico singelo de antes.
Quando passeias desinibida pelo quarto,
Exibindo curvas, trejeitos, gestos e abuso,
E vibras com meu olhar de fascínio lânguido,
Nem lembro da mulher comedida e pura,
Agora travestida de pecados e sevicio.
E quanto o desejo cessar, saciado e já manso,
As roupas voltarem a cobrir teu corpo e teu vício,
Dares um último olhar, um riso e um aceno,
Bateres a porta às tuas costas e tomares a rua,
Vestirás a máscara e não serás mais minha.
E quando te encontrar caminhando na calçada,
E nem um olhar cúmplice e furtivo me lançares,
Reconhecerei nessa mulher cândida, quase anjo,
A fêmea desnuda de roupas e máscaras,
Que delira em cada toque sob meu corpo em febre.
ass:vande.A.R
PERTINHO
Queria você aqui, bem pertinho,
Só lhe tocar quase me bastaria,
Um sorriso já seria quase suficiente,
Desde que estivesse aqui, bem pertinho.
Mas se você chegasse mais, bem mais,
E me abraçasse desse teu jeito teu, tão meu,
Que me desse o corpo para meu abraço só teu,
Aí sim seria bem melhor que essa distância.
Já que é apenas querer, então queria mais,
Uma cama aconchegante, lençóis cheirosos,
Você deitada no meu peito, seu cheiro no ar,
Seu corpo quente e acolhido pelo meu,
E sua boca bem perto da minha – e toda minha.
Queria você aqui, bem pertinho,
Grudada em mim, teu corpo me roçando,
Teus seios me apertando, ofegantes, tesos,
E meus braços te envolvendo e eu a tendo,
Inteiramente minha, só minha, tão minha.
Melhor dispersar o querer, desligar as imagens,
Sob risco da fantasia fazer arder além da saudade,
E se o coração acreditar que aqui estás, pertinho,
Vai querer sentir o bater do teu e não o quero enganar.
ass:vande.A.R
Queria você aqui, bem pertinho,
Só lhe tocar quase me bastaria,
Um sorriso já seria quase suficiente,
Desde que estivesse aqui, bem pertinho.
Mas se você chegasse mais, bem mais,
E me abraçasse desse teu jeito teu, tão meu,
Que me desse o corpo para meu abraço só teu,
Aí sim seria bem melhor que essa distância.
Já que é apenas querer, então queria mais,
Uma cama aconchegante, lençóis cheirosos,
Você deitada no meu peito, seu cheiro no ar,
Seu corpo quente e acolhido pelo meu,
E sua boca bem perto da minha – e toda minha.
Queria você aqui, bem pertinho,
Grudada em mim, teu corpo me roçando,
Teus seios me apertando, ofegantes, tesos,
E meus braços te envolvendo e eu a tendo,
Inteiramente minha, só minha, tão minha.
Melhor dispersar o querer, desligar as imagens,
Sob risco da fantasia fazer arder além da saudade,
E se o coração acreditar que aqui estás, pertinho,
Vai querer sentir o bater do teu e não o quero enganar.
ass:vande.A.R
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